Como economizar nas compras do mercado
Como economizar nas compras do mercado: teto por ida, lista pelo cardápio, preço por quilo ou litro, atacarejo, marca própria, safra e cashback sem cilada.
Conteúdo educativo. Não é recomendação de investimento. Consulte um profissional.
Resumo rápido
- Para economizar nas compras, defina antes quanto vai gastar e o que vai comprar, e compare pelo preço por quilo ou litro, não pelo preço da embalagem.
- A lista sai do cardápio da semana e do que já tem em casa, e não do passeio pelos corredores.
- Atacarejo compensa nos itens que não estragam e que você usa sempre; marca própria vale ser testada item por item.
- Frutas e legumes da época tendem a sair mais em conta, e a feira no fim do horário costuma ter preço menor.
- Cashback e clube de fidelidade ajudam só se você compraria o produto de qualquer jeito, pelo menor preço.
Neste artigo
- Quanto você gasta hoje no mercado?
- Como montar uma lista de compras que funciona?
- Como comparar o preço por quilo ou por litro?
- Atacarejo compensa para quem compra pouco?
- Marca própria vale a pena?
- Como aproveitar a sazonalidade dos alimentos?
- App de cashback e clube de fidelidade compensam?
- Quais armadilhas fazem a conta subir no caixa?
Para economizar nas compras do mercado, decida antes de sair de casa quanto vai gastar e o que vai comprar, compare os produtos pelo preço por quilo ou por litro em vez do preço da embalagem e concentre tudo em poucas idas planejadas. A economia vem de trocar a decisão no corredor por uma decisão feita em casa, com lista, teto de gasto e alguns critérios fixos de comparação.
O guia de como economizar dinheiro no dia a dia já resume as dicas básicas de mercado. Aqui o foco é o método completo: como medir o seu gasto, montar a lista, comparar preços sem cair em pegadinha, decidir entre atacarejo e mercado de bairro e usar cashback sem gastar mais por causa dele.
Quanto você gasta hoje no mercado?
Antes de cortar, meça. Junte as notas fiscais ou o extrato do cartão do último mês e anote três números:
- Total do mês com mercado, padaria, feira e açougue.
- Número de idas. Conte também as "passadinhas" para comprar uma coisa só.
- Gasto médio por ida. É o total dividido pelo número de idas.
Esse levantamento costuma mostrar onde o dinheiro escapa. Muitas idas pequenas quase sempre trazem itens que não estavam previstos. Uma compra grande sem lista mostra outro problema: carrinho cheio de coisas que já tinha em casa.
Com esses números, defina um teto por compra. Ele precisa caber no orçamento do mês, junto com o valor que você quer guardar. Se você ainda não sabe quanto pode separar, o método para juntar dinheiro todo mês começa justamente por esse mapa de entradas e saídas.
Como montar uma lista de compras que funciona?
A lista boa sai do cardápio, e não da memória. Siga esta ordem:
- Planeje as refeições da semana, incluindo marmita e lanche.
- Confira geladeira, freezer e despensa. Escreva o que já tem e o que está perto de vencer, para usar primeiro.
- Liste só o que falta para o cardápio, com a quantidade de cada item.
- Organize por seção do mercado: hortifrúti, açougue, frios, mercearia, limpeza, higiene. Você passa por menos corredores.
- Deixe uma linha de "imprevistos" com valor máximo, para não estourar o teto.
Ir ao mercado com fome, com pressa ou levando quem não participou da lista são formas rápidas de furar o plano. Se possível, vá sozinho e depois de comer.
Como comparar o preço por quilo ou por litro?
Divida o preço pelo peso ou volume da embalagem. É a única forma de comparar tamanhos e marcas diferentes. A Lei 10.962, de 2004, alterada em 2015, obriga o comércio a informar, na venda de produtos fracionados em pequenas quantidades, o preço por unidade de medida junto ao preço do produto. Quando a etiqueta mostra esse valor, use-o. Quando não mostra, faça a conta no celular.
Algumas pegadinhas comuns:
- "Leve 3, pague 2" só é vantagem se você usaria as três unidades antes de vencer.
- Embalagem nova com menos conteúdo pelo mesmo preço. Olhe o peso, não o tamanho do pacote.
- Ponta de gôndola e ilhas no corredor nem sempre têm preço promocional. Compare com a prateleira.
- Produto fracionado na hora, como frios e queijos, pode ter preço por quilo bem diferente do embalado.
Atacarejo compensa para quem compra pouco?
Compensa para itens que não estragam, que você usa sempre e que cabem em casa. Para o resto, nem sempre. A conta precisa incluir o deslocamento e o risco de desperdício.
| Onde comprar | Costuma valer para | Cuidado |
|---|---|---|
| Atacarejo | Arroz, feijão, óleo, café, limpeza, higiene | Preço menor às vezes só a partir de certa quantidade; conferir se você usa tudo |
| Mercado de bairro | Reposição rápida, pão, frios | Preço por quilo maior em vários itens; idas frequentes |
| Feira e sacolão | Frutas, verduras e legumes | Qualidade varia; no fim do horário, preço costuma cair |
| Compra online | Itens pesados e de rotina | Frete e valor mínimo do pedido entram na conta |
Uma estratégia que funciona para muita família é a compra dividida: os não perecíveis uma vez por mês no atacarejo e o hortifrúti na feira ao longo das semanas. Se o atacarejo fica longe, some o combustível ou a passagem antes de concluir que ficou mais barato.
Marca própria vale a pena?
Vale testar, item por item. Marca própria é o produto que o mercado vende com o nome dele, em geral mais barato que a marca conhecida. Em muitos itens a diferença não é percebida; em outros, você pode não gostar do resultado.
Faça o teste assim: troque uma marca por vez, por um mês, e decida se fica. Leia a lista de ingredientes e a tabela nutricional para comparar o que está levando. Itens básicos de limpeza, papel, farinha e enlatados costumam ser bons candidatos para o primeiro teste.
Como aproveitar a sazonalidade dos alimentos?
Frutas, verduras e legumes da época tendem a sair mais em conta, porque há mais oferta. O preço da mesma fruta pode mudar bastante ao longo do ano. Na feira, pergunte ao feirante o que está na safra, e monte o cardápio a partir do que está barato, e não o contrário.
Outras formas de usar a sazonalidade:
- Congelar frutas maduras e legumes picados quando o preço cai.
- Trocar a receita, e não pagar caro pelo ingrediente fora de época.
- Aproveitar datas de promoção do próprio mercado só para itens que já estavam na lista.
App de cashback e clube de fidelidade compensam?
Compensam quando você compraria o mesmo produto, na mesma quantidade, pelo menor preço disponível. Viram armadilha quando o desconto faz você trocar de produto, comprar mais ou ir a um mercado mais caro.
Antes de usar, confira:
- Onde o cashback pode ser usado. Muitos só valem na mesma rede e expiram.
- Qual é o preço sem o clube. Às vezes o "preço de sócio" é igual ao preço normal de outro mercado.
- Quais dados você está entregando. Clubes de fidelidade usam o seu CPF e o seu histórico de compras.
- Se há mensalidade. Clube pago só vale se a economia passar com folga do valor cobrado.
Quais armadilhas fazem a conta subir no caixa?
As últimas chances de gastar a mais estão na fila e no caixa:
- Preço diferente da gôndola. Pela Lei 10.962, quando há divergência entre os sistemas de preço da loja, você paga o menor. Fotografe a etiqueta se notar diferença.
- Item passado duas vezes. Confira a nota antes de sair.
- Chocolate e bala perto do caixa, colocados ali para a compra por impulso.
- Parcelar compra de mercado. Comida parcelada vira dívida de algo que já acabou.
Depois de algumas semanas seguindo o método, compare o gasto médio por ida com o levantamento inicial. A diferença tem destino certo: se você ganha pouco, o guia de como guardar dinheiro ganhando pouco mostra como transformar essa sobra em hábito, e o desafio das 52 semanas dá um ritmo para guardar.
Cortar gastos tem limite; aumentar a renda, não tanto. Se você quer somar uma renda extra ao que economiza, o método para começar a ganhar dinheiro em casa mostra o passo a passo. E para dar destino a cada real economizado no mercado, siga o plano para juntar dinheiro mesmo ganhando pouco.
Perguntas frequentes
Comprar uma vez por mês é mais barato do que toda semana?
Depende do tipo de item. Compra grande mensal funciona para não perecíveis, como arroz, feijão, óleo e produtos de limpeza. Hortifrúti e carne costumam render melhor em reposições curtas, para não estragar. O que mais pesa é o número de idas sem lista, que aumenta a compra por impulso.
O mercado é obrigado a mostrar o preço por quilo ou por litro?
A Lei 10.962, de 2004, alterada em 2015, manda informar, na venda a varejo de produtos fracionados em pequenas quantidades, o preço por unidade de medida junto ao preço do produto. Se a etiqueta não mostrar, faça a conta você mesmo dividindo o preço pelo peso ou volume.
O preço da gôndola é diferente do caixa. O que fazer?
Pela Lei 10.962, quando há divergência de preço para o mesmo produto entre os sistemas de informação do estabelecimento, o consumidor paga o menor. Fotografe a etiqueta e mostre no caixa; se não resolver, procure o Procon da sua cidade.
Vale a pena comprar produto perto do vencimento com desconto?
Vale quando você vai usar ou congelar antes da data. Se o produto vai ficar parado na despensa, o desconto vira desperdício. Confira a data, a embalagem e as condições de conservação antes de levar.
Fontes consultadas
Guias escritos e revisados com checagem de regras e taxas nas fontes oficiais. Como escrevemos.