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Renda Extra

Valor do seguro-desemprego: como é calculado e qual o teto

Qual o valor do seguro-desemprego em 2026: piso de R$ 1.621, teto de R$ 2.518,65, cálculo pela média dos 3 últimos salários e de 3 a 5 parcelas.

Por Equipe editorial Talentos DigitalRevisado por João Victor Mota (especialista em marketing digital) e Vinicius B. (formação em Direito e Gestão Empresarial)Publicado em 7 min de leitura
Ilustração do tema: Valor do seguro-desemprego: como é calculado e qual o teto

Resumo rápido

  • O valor do seguro-desemprego sai da média dos salários dos 3 meses antes da demissão, aplicada a uma tabela de três faixas atualizada todo ano.
  • Em 2026 a parcela vai de R$ 1.621,00, o salário mínimo, até o teto de R$ 2.518,65, pago a quem tinha média acima de R$ 3.703,99.
  • Até R$ 2.222,17 de média, a parcela é 80% do salário médio, respeitado o piso de um salário mínimo.
  • São de 3 a 5 parcelas, conforme quantas vezes você já pediu e quantos meses trabalhou nos 36 meses antes da demissão.
  • Empregado doméstico recebe até 3 parcelas de um salário mínimo, sem o cálculo por faixas.
Neste artigo
  1. Como calcular o seguro-desemprego?
  2. Qual o valor do seguro-desemprego para cada salário?
  3. Qual o teto do seguro-desemprego?
  4. Quantas parcelas do seguro-desemprego você recebe?
  5. E o valor para empregado doméstico?
  6. Por que o valor pode vir diferente do esperado?
  7. Onde conferir o valor que você vai receber?
  8. Como fazer o seguro render mais?

O valor do seguro-desemprego em 2026 vai de R$ 1.621,00, que é o salário mínimo, até o teto de R$ 2.518,65 por parcela, e é calculado sobre a média dos salários dos três meses anteriores à demissão. Quem tinha média de até R$ 2.222,17 recebe 80% dela, sem ficar abaixo do mínimo; quem ganhava acima de R$ 3.703,99 recebe o teto.

A tabela é atualizada todo ano pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base no INPC. Os números abaixo valem desde 11 de janeiro de 2026 e foram conferidos em outubro de 2026. Quando a tabela mudar, a lógica do cálculo continua a mesma.

Como calcular o seguro-desemprego?

A conta tem três passos, definidos no artigo 5º da Lei 7.998/1990:

  1. Some os salários dos três meses anteriores à demissão e divida por três. Esse é o salário médio.
  2. Encaixe o salário médio na faixa da tabela do ano.
  3. Compare com o piso: se o resultado ficar abaixo do salário mínimo, a parcela é o salário mínimo.

A tabela de 2026, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego:

Salário médio dos 3 últimos meses Como calcular a parcela
Até R$ 2.222,17 Salário médio x 0,8
De R$ 2.222,18 até R$ 3.703,99 O que passar de R$ 2.222,17, x 0,5, somado a R$ 1.777,74
Acima de R$ 3.703,99 Valor fixo de R$ 2.518,65
Qualquer faixa Nunca menos que R$ 1.621,00

Fonte: nota do MTE sobre a tabela de 2026, reproduzida em página oficial da Prefeitura de Ladário (MS), e salário mínimo de 2026 informado no gov.br. Consulta em outubro de 2026.

Uma consequência prática do piso: quem tinha média de até cerca de R$ 2.026 recebe o salário mínimo, porque 80% desse valor dá menos que R$ 1.621.

Qual o valor do seguro-desemprego para cada salário?

Repare que a segunda faixa cresce devagar: cada R$ 100 a mais de salário médio acrescenta R$ 50 na parcela. Por isso quem ganhava bem acima da média sente a queda de renda com mais força.

Qual o teto do seguro-desemprego?

Em 2026, o teto é R$ 2.518,65 por parcela, pago a quem tinha salário médio acima de R$ 3.703,99. Não importa se a pessoa ganhava R$ 4.000 ou R$ 15.000: a parcela para no teto.

Quem ganhava muito acima do teto deve contar com essa diferença ao planejar os meses sem emprego. O seguro é uma ajuda temporária, não uma reposição do salário.

Quantas parcelas do seguro-desemprego você recebe?

De três a cinco, conforme o artigo 4º da Lei 7.998/1990. O número depende de quantas vezes você já pediu e de quantos meses trabalhou nos 36 meses anteriores à demissão.

Pedido De 6 a 11 meses De 12 a 23 meses 24 meses ou mais
Primeiro Não tem direito 4 parcelas 5 parcelas
Segundo 3 parcelas (com 9 a 11 meses) 4 parcelas 5 parcelas
Terceiro em diante 3 parcelas 4 parcelas 5 parcelas

Na contagem, fração de 15 dias ou mais de trabalho vale como mês inteiro. Vínculos já usados num seguro anterior não contam de novo. A lei também permite ao Codefat prolongar o benefício por até dois meses para grupos específicos, em situações excepcionais.

As condições para ter direito, inclusive o tempo mínimo de carteira em cada pedido, estão no guia sobre quem tem direito ao seguro-desemprego.

E o valor para empregado doméstico?

O doméstico não usa a tabela por faixas. Segundo o gov.br, ele recebe no máximo três parcelas de um salário mínimo, ou seja, R$ 1.621,00 cada em 2026, desde que tenha trabalhado 15 meses nos últimos 24 e peça entre 7 e 90 dias depois da demissão.

Por que o valor pode vir diferente do esperado?

Os motivos mais comuns são três. Primeiro, a média usa só os três meses anteriores à demissão, e não o melhor salário do contrato; se você teve um mês de afastamento ou salário menor nesse período, a média cai. Segundo, a conta parte do que a empresa informou, então um erro no registro muda o resultado. Terceiro, a tabela muda todo ano, e uma conta feita com a tabela do ano anterior, comum em sites desatualizados, não bate com a atual.

Por isso, guarde os contracheques dos últimos meses e o termo de rescisão até receber a última parcela.

Onde conferir o valor que você vai receber?

Depois do pedido, o app Carteira de Trabalho Digital e o portal gov.br mostram o valor, a quantidade de parcelas e as datas de liberação. Se o valor parecer errado, compare com os três últimos contracheques: o problema costuma estar no salário informado pela empresa, e a correção é feita no Sine ou numa Superintendência Regional do Trabalho.

Se ainda não fez o pedido, o guia de como dar entrada no seguro-desemprego mostra o caminho, o prazo de 7 a 120 dias e os documentos.

Como fazer o seguro render mais?

Com o valor e o número de parcelas na mão, faça um orçamento mês a mês. Some o seguro ao que sobrou da rescisão e veja quantos meses a soma cobre os gastos fixos. Se faltar, decida logo o que cortar e o que acrescentar.

O guia desempregado: como ganhar dinheiro mostra como fazer essa conta e escolher uma renda extra que caiba ao lado da busca por vaga. Lembre que a lei exige que você não tenha renda própria suficiente para se manter enquanto recebe. O que você guardar desse período pode virar o começo de uma reserva de emergência para a próxima vez.

Se quer usar esses meses para montar uma renda extra trabalhando de casa com passos semanais, veja o método para começar a ganhar dinheiro em casa.

Perguntas frequentes

O seguro-desemprego tem desconto de INSS ou imposto?

A Lei 7.998/1990 e as páginas de serviço do gov.br consultadas não mencionam desconto sobre a parcela. O valor e as datas de cada parcela aparecem no app depois do pedido; se o depósito vier diferente do informado, procure a central 158.

Hora extra e comissão entram na média?

A lei fala na média dos salários dos 3 meses anteriores à dispensa, conforme o que a empresa informou. Se a sua remuneração variava muito e o valor parecer baixo, compare com os contracheques e, se houver erro no registro, procure o Sine ou a central 158.

O valor muda se a parcela cair no ano seguinte?

O piso acompanha o salário mínimo. A lei manda considerar o salário mínimo do mês anterior para parcelas liberadas até o dia 10 e o do próprio mês para as liberadas depois do dia 10. Então, quem tem parcela no piso pode ver o valor subir quando o mínimo é reajustado.

Dá para receber o seguro inteiro de uma vez?

Não pelo caminho oficial: as parcelas são mensais, a cada 30 dias. Desconfie de quem oferece antecipar o seguro mediante taxa ou pede sua senha gov.br para isso.

Fontes consultadas

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Equipe Talentos Digital

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