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Renda Extra

Quanto o MEI pode faturar e o que acontece se passar do limite

Quanto o MEI pode faturar: R$ 81 mil por ano em 2026, ou R$ 6.750 por mês de atividade no ano de abertura. Veja o que acontece se passar até 20% ou mais.

Por Equipe editorial Talentos DigitalRevisado por João Victor Mota (especialista em marketing digital) e Vinicius B. (formação em Direito e Gestão Empresarial)Publicado em 6 min de leitura
Ilustração do tema: Quanto o MEI pode faturar e o que acontece se passar do limite

Resumo rápido

  • Em 2026, o MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano; o aumento proposto no PLP 186/2026 ainda não está em vigor, segundo o Ministério do Empreendedorismo.
  • No ano de abertura, o limite é proporcional: R$ 6.750 vezes o número de meses de atividade, contando o mês incompleto como mês inteiro.
  • Faturamento é o total vendido, não o lucro: quem vende R$ 7 mil por mês passa do limite mesmo que sobre pouco no bolso.
  • Se passar em até 20%, o desenquadramento vale a partir de janeiro do ano seguinte; acima de 20%, ele retroage a janeiro do próprio ano.
  • A comunicação é obrigatória até o último dia útil do mês seguinte ao excesso, e quem não comunica fica sujeito a multa de R$ 50.
Neste artigo
  1. O limite do MEI é por mês ou por ano?
  2. Quanto pode faturar um MEI no ano de abertura?
  3. O que conta como faturamento do MEI?
  4. O que acontece se o MEI passar do limite em até 20%?
  5. E se passar mais de 20% do limite?
  6. Como acompanhar o faturamento para não estourar o limite?
  7. Passar do limite é ruim?

Quanto o MEI pode faturar em 2026: até R$ 81 mil por ano, o que dá uma média de R$ 6.750 por mês. No ano em que o CNPJ é aberto, o limite é proporcional, de R$ 6.750 multiplicados pelo número de meses de atividade, contando o mês incompleto como mês inteiro.

Existe uma proposta para aumentar esse teto, o PLP 186/2026, que prevê R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, em página atualizada em 16 de setembro de 2026, o projeto ainda tramita no Congresso e não está em vigor. Planeje com os R$ 81 mil.

O limite do MEI é por mês ou por ano?

O limite é anual. A Lei Complementar 123/2006 considera MEI quem teve receita bruta de até R$ 81 mil no ano-calendário. Os R$ 6.750 por mês são só a média, útil como referência para acompanhar o ritmo.

Na prática, você pode faturar R$ 12 mil em dezembro e R$ 3 mil em fevereiro, desde que a soma de janeiro a dezembro não passe do teto. Quem vende muito em datas fortes, como Natal, Páscoa ou Dia das Mães, precisa olhar o acumulado do ano, não o mês isolado.

Quanto pode faturar um MEI no ano de abertura?

No primeiro ano, o teto é menor, porque é proporcional aos meses de atividade. A lei e o manual de desenquadramento da Receita usam a mesma conta: R$ 6.750 vezes o número de meses entre a abertura e dezembro, e a fração de mês conta como mês completo.

Mês de abertura do CNPJ Meses contados Limite no primeiro ano
Janeiro 12 R$ 81.000
Março 10 R$ 67.500
Junho 7 R$ 47.250
Setembro 4 R$ 27.000
Novembro 2 R$ 13.500
Dezembro 1 R$ 6.750

Quem abre o MEI no fim do ano e já chega com clientes corre mais risco de estourar o limite proporcional. Se esse é o seu caso, faça a conta antes de escolher o mês de abertura. O passo a passo da abertura está no guia de como abrir um MEI.

O que conta como faturamento do MEI?

Conta tudo o que você vende em produtos e serviços, antes de descontar qualquer custo. É a receita bruta, não o lucro. Esse é o engano que mais leva gente a passar do limite sem perceber.

Para quem revende produto, esse risco é maior do que para quem presta serviço, porque o custo da mercadoria entra no preço e infla a receita. Por isso, emitir nota e anotar cada venda ajuda: o guia de como emitir nota fiscal sendo MEI mostra quando a nota é obrigatória.

O que acontece se o MEI passar do limite em até 20%?

Se o faturamento do ano ficar entre R$ 81 mil e R$ 97,2 mil, você deixa de ser MEI, mas só a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. Pela Lei Complementar 123/2006 e pelo manual da Receita, o caminho é este:

  1. Comunicar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional até o último dia útil do mês seguinte àquele em que o limite foi ultrapassado.
  2. Pagar o DAS de excesso de receita, gerado na declaração anual. O sistema calcula o imposto sobre o valor que passou do limite, com vencimento junto com os tributos de janeiro do ano seguinte.
  3. Seguir como microempresa no Simples Nacional a partir de janeiro, com outro cálculo de imposto e mais obrigações.

As perguntas e respostas da Receita deixam claro que não dá para pagar o DAS de excesso e continuar como MEI: a comunicação é obrigatória. O guia da declaração anual do MEI mostra onde o sistema avisa do excesso.

E se passar mais de 20% do limite?

Se o faturamento passar de R$ 97,2 mil, o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano do excesso. No ano de abertura, retroage à data em que o CNPJ foi aberto. Na prática, você terá de recalcular e pagar os impostos do ano inteiro pelas regras de microempresa do Simples Nacional.

O gov.br recomenda procurar um contador imediatamente nesse caso. A tabela resume as três situações.

Faturamento no ano (limite de R$ 81 mil) Efeito O que fazer
Até R$ 81.000 Continua MEI Seguir pagando o DAS e anotando as vendas
De R$ 81.000,01 a R$ 97.200 Deixa de ser MEI em 1º de janeiro do ano seguinte Comunicar, pagar o DAS de excesso e planejar a mudança
Acima de R$ 97.200 Deixa de ser MEI desde 1º de janeiro do próprio ano Comunicar e procurar um contador já

Como acompanhar o faturamento para não estourar o limite?

O controle é simples e evita a pior surpresa, que é descobrir o excesso só na declaração anual:

  • Anote cada venda no dia, numa planilha ou caderno, com data, valor e se é produto ou serviço.
  • Some o acumulado todo mês e compare com a referência de R$ 6.750 vezes os meses que já passaram.
  • Ligue o alerta no meio do ano. Se em junho o acumulado passou de R$ 40.500, o ritmo leva ao estouro.
  • Separe a conta do CNPJ da conta pessoal, para não confundir venda com dinheiro de casa.
  • Antecipe a decisão. Se o crescimento é para valer, conversar com um contador antes de estourar sai mais barato do que corrigir depois.

O faturamento não é o único motivo de desenquadramento. Contratar mais de um empregado, abrir filial ou virar sócio de outra empresa também tiram a condição de MEI, como explica o guia sobre o que é MEI.

Passar do limite é ruim?

Não necessariamente. Passar do limite costuma ser sinal de que a renda extra virou negócio. O problema é passar sem perceber e acumular imposto retroativo com multa. Planejado, o salto para microempresa pode valer a pena.

Se você ainda está longe do teto e quer chegar a um faturamento que justifique o CNPJ, o guia de como ter uma renda extra compara os caminhos. E, para montar uma rotina de vendas trabalhando de casa, veja o método passo a passo para ganhar dinheiro em casa.

O limite do MEI é sobre o que entra, não sobre o que sobra. A diferença entre faturamento e lucro no MEI está explicada com exemplo.

Perguntas frequentes

Posso faturar R$ 10 mil em um mês sendo MEI?

Pode. O limite do MEI é anual, não mensal. O que importa é que a soma do ano não passe de R$ 81 mil, ou do limite proporcional no ano de abertura. Um mês forte só exige atenção redobrada nos meses seguintes.

Dinheiro que recebi de presente ou empréstimo conta no faturamento?

O limite do MEI é de receita bruta, que é o que o negócio vende em produtos e serviços. Dinheiro que não vem de venda não é receita da atividade. Se você mistura contas, fica difícil provar a diferença, por isso vale separar a conta do CNPJ.

Se eu passar do limite, perco o CNPJ?

Não. O CNPJ continua; o que muda é o regime. A empresa deixa de ser MEI e passa a ser microempresa no Simples Nacional, com outro cálculo de imposto e mais obrigações. Nessa fase, um contador evita erro de enquadramento.

O limite do MEI vai aumentar em 2027?

Há uma proposta, o PLP 186/2026, que prevê R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, em página atualizada em 16 de setembro de 2026, o projeto ainda tramita no Congresso e pode mudar ou não ser aprovado. Até lá, vale o limite atual.

Fontes consultadas

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Equipe Talentos Digital

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