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Renda Extra

Como vender no iFood: cadastro, taxas e o que vender

Como vender no iFood: documentos para abrir a loja, planos Básico e Entrega, comissão, mensalidade, preço e o que muda para quem cozinha em casa.

Por Equipe editorial Talentos DigitalRevisado por João Victor Mota (especialista em marketing digital) e Vinicius B. (formação em Direito e Gestão Empresarial)Publicado em Atualizado em 7 min de leitura
Ilustração do tema: Como vender no iFood: cadastro, taxas e o que vender

Resumo rápido

  • Para vender no iFood você cadastra a loja no portal de parceiros com CNPJ de atividade de alimentação, licenças em dia e conta bancária, escolhe um plano e monta o cardápio.
  • Na consulta de outubro de 2026, o iFood informava comissão de 12% no Plano Básico, em que a loja entrega, e de 23% no Plano Entrega, em que entregadores parceiros levam o pedido.
  • Há ainda taxa sobre pedidos pagos pelo aplicativo e mensalidade para lojas que faturam acima de R$ 1.800 por mês; confira os valores na proposta antes de aceitar.
  • O preço no aplicativo precisa absorver comissão, taxa de pagamento, embalagem e, no Plano Básico, o custo da sua entrega.
  • Quem cozinha em casa pode vender, mas as regras sanitárias e de alvará variam por município: confira na prefeitura antes de abrir a loja.
Neste artigo
  1. Como abrir loja no iFood?
  2. Dá para vender no iFood em casa?
  3. Qual a taxa do iFood?
  4. Como calcular o preço no iFood sem perder dinheiro?
  5. O que vender no iFood?
  6. O que costuma dar errado nos primeiros meses?
  7. O que precisa para vender no iFood sendo MEI?
  8. Vale mais a pena vender no iFood ou pelo WhatsApp?
  9. Vender no iFood é uma boa renda extra?

Para vender no iFood, você cadastra a sua loja no portal de parceiros com um CNPJ de atividade de alimentação, as licenças exigidas na sua cidade e uma conta bancária, escolhe um plano e monta o cardápio. O ponto que decide se a loja dá dinheiro não é o cadastro, e sim o preço: cada pedido paga comissão ao iFood, taxa de pagamento e, conforme o plano, a sua própria entrega.

Este guia é para quem cozinha e quer vender pelo aplicativo. Se você quer fazer entregas, o caminho é outro, explicado no guia de como ser entregador iFood. As informações abaixo foram conferidas nas páginas oficiais do iFood em outubro de 2026. O iFood aparece aqui de forma descritiva, sem vínculo com este site.

Como abrir loja no iFood?

O cadastro é feito pelo portal de parceiros, começando com um e-mail. Segundo o blog oficial, é gratuito e feito todo online. Depois, o iFood analisa os documentos, o que costuma levar alguns dias úteis, e a loja é ativada de 24 a 72 horas depois da assinatura do contrato.

O blog de parceiros lista os documentos por tipo de empresa:

Tipo de cadastro O que o iFood pede
MEI CNPJ ativo com CNAE do ramo alimentício; aceita conta bancária de pessoa física; endereço completo da loja
ME e demais empresas CNPJ ativo com CNAE de alimentação; conta corrente da empresa; endereço completo
Só com CPF Em cidades-piloto, o cadastro pode começar com CPF, com prazo para regularizar o CNPJ

O mesmo texto cita o alvará de funcionamento e a licença sanitária entre os requisitos, e aponta o CNAE fora do ramo alimentício como o motivo de recusa mais comum. Antes de se cadastrar, confira se a atividade do seu CNPJ é de alimentação.

Dá para vender no iFood em casa?

Dá, desde que a cozinha de casa esteja regularizada para a atividade na sua cidade. Na lista oficial de atividades permitidas ao MEI, conferida em outubro de 2026, aparecem, por exemplo, as ocupações de cozinheiro(a) que fornece refeições prontas e embaladas para consumo e de doceiro(a) independente, ambas com o CNAE 5620-1/04. O guia de como abrir MEI mostra o passo a passo do cadastro.

O MEI resolve a parte da empresa, não a sanitária. As exigências de alvará, licença e vigilância sanitária variam por município, e o iFood pede essas licenças no cadastro. Procure a prefeitura ou a vigilância sanitária da sua cidade antes de abrir a loja e pergunte o que vale para cozinha de casa.

Na cozinha, o básico de higiene vale para qualquer cidade: área de preparo limpa e separada de animais, alimentos crus longe dos prontos, geladeira com temperatura adequada, cabelo preso e mãos lavadas, e rótulo com data de preparo em tudo que vai para a embalagem.

Qual a taxa do iFood?

Depende do plano. Na consulta de outubro de 2026, as páginas do iFood traziam estes valores:

Plano Quem entrega Comissão por pedido Mensalidade
Básico A sua loja 12% R$ 110, só para quem fatura acima de R$ 1.800 no mês
Entrega Entregadores parceiros do iFood 23% R$ 150, só para quem fatura acima de R$ 1.800 no mês
Entrega Flex Os dois, conforme a área 12% na área própria e 23% na área parceira R$ 150, com a mesma regra

Além da comissão, há uma taxa sobre os pedidos pagos pelo aplicativo. O blog de parceiros citava 3,2%, e a página de planos do portal citava 3,5%. Como os números divergiam entre páginas oficiais, confira o percentual na proposta que aparece para você antes de aceitar. O mesmo vale para os meses iniciais sem mensalidade, que também apareciam de forma diferente em cada página.

O blog do iFood informa ainda que existe uma taxa de serviço cobrada do cliente, que não sai do repasse da loja. O Plano Entrega, segundo o portal, está disponível só em algumas regiões.

Como calcular o preço no iFood sem perder dinheiro?

O preço do cardápio precisa pagar o custo do prato e todas as taxas. Quem copia o preço do balcão costuma vender com prejuízo.

Três cuidados ajudam a fechar a conta:

  • Calcule o preço de trás para frente: comece pelo lucro que você quer por unidade e some custos e taxas.
  • Cuidado com o cupom: desconto que você mesmo financia sai da sua margem.
  • Compare com a venda direta: o mesmo cliente que conheceu você no aplicativo pode pedir pelo WhatsApp na próxima vez.

Para montar a ficha técnica de cada prato, o guia de marmitas congeladas para vender mostra como calcular custo por porção.

O que vender no iFood?

Os produtos que funcionam melhor no aplicativo têm três características: viajam bem, têm preparo padronizado e um preço que suporta as taxas.

Tipo de produto Por que costuma funcionar Cuidado
Marmitas e pratos feitos Pedido recorrente, almoço de quem trabalha Margem apertada; precisa de volume
Doces, bolos e sobremesas Viajam bem, ticket maior em datas especiais Calor e transporte em dias quentes
Salgados e lanches Venda em kits e combos Fritura perde qualidade na viagem
Comida congelada Cliente compra vários de uma vez Embalagem e rótulo adequados
Saudável e fitness Público disposto a pagar mais Concorrência alta em cidades grandes

Comece com um cardápio curto, de 5 a 10 itens. Cardápio grande aumenta desperdício, tempo de preparo e erro no pedido.

O que costuma dar errado nos primeiros meses?

  • Foto que não corresponde ao prato: gera reclamação e nota baixa.
  • Tempo de preparo subestimado: atraso derruba a avaliação.
  • Embalagem que vaza: o cliente culpa a loja, não o entregador.
  • Horário aberto sem estrutura: aceitar pedido que não dá para cumprir é pior que fechar mais cedo.
  • Esquecer o imposto e a guia do MEI: o valor mensal do DAS entra no custo fixo.

O que precisa para vender no iFood sendo MEI?

Pelo blog de parceiros do iFood, o MEI precisa de CNPJ ativo com CNAE do ramo alimentício, endereço completo da loja e conta bancária, que pode ser de pessoa física. O iFood também cita alvará de funcionamento e licença sanitária entre os requisitos. O motivo de recusa mais comum, segundo o próprio iFood, é CNAE fora da alimentação.

  • CNPJ com CNAE de alimentação: a lista oficial de atividades do MEI traz, por exemplo, cozinheiro(a) de refeições prontas e doceiro(a), com o CNAE 5620-1/04. Confira no Portal do Empreendedor.
  • Licenças da cidade: alvará e vigilância sanitária variam por município; pergunte na prefeitura o que vale para cozinha de casa.
  • Conta para receber: pode ser de pessoa física no caso do MEI.
  • Cardápio com preço calculado: comissão, taxa de pagamento e embalagem entram no preço.

Se ainda não tem CNPJ, veja como abrir MEI.

Vale mais a pena vender no iFood ou pelo WhatsApp?

Para quem está começando em casa, vender primeiro pelo WhatsApp para quem já conhece você costuma deixar mais dinheiro por pedido, porque não há comissão. O iFood traz clientes novos, mas cobra 12% no Plano Básico ou 23% no Plano Entrega, segundo a consulta de outubro de 2026, além da taxa sobre pedidos pagos pelo app. Muita gente usa os dois, com preços calculados para cada canal.

pontoWhatsAppiFood
Comissãonenhuma12% ou 23%, conforme o plano
Clientes novosdepende da sua divulgaçãovitrine para quem não conhece você
Exigênciasas da sua cidade para vender comidaCNPJ, licenças e cadastro aprovado
Entregavocê organizavocê ou entregador parceiro

Um prato que sai por R$ 30 no WhatsApp pode precisar custar mais no aplicativo para deixar o mesmo lucro. Faça a conta em como calcular preço de venda e veja como vender pelo WhatsApp.

Vender no iFood é uma boa renda extra?

Pode ser, para quem já cozinha bem, tem tempo nos horários de pico e aceita uma margem por pedido menor que na venda direta. O aplicativo traz clientes que você não alcançaria sozinho; em troca, fica com uma parte de cada venda. Uma estratégia possível é usar o aplicativo para ser encontrado e oferecer um canal direto para o cliente que volta.

Vender comida é uma das opções do guia de renda extra, ao lado de serviços e vendas pela internet. Se você ainda está decidindo entre cozinhar ou outro caminho, o passo a passo de renda extra ajuda a testar antes de investir em cozinha e embalagem. E para organizar a venda a partir de casa, com etapas e sem depender de um único aplicativo, veja o método para começar a ganhar dinheiro em casa. O guia o que é MEI ajuda a entender o CNPJ que o iFood pede.

Perguntas frequentes

Preciso de CNPJ para vender no iFood?

Sim, para manter a loja ativa. O blog oficial de parceiros diz que o MEI precisa de CNPJ ativo com CNAE do ramo alimentício e que, em cidades-piloto, o cadastro pode começar só com CPF, mas com prazo para regularizar o CNPJ. Confira no portal de parceiros se a sua cidade tem essa opção.

O cadastro no iFood é pago?

O blog de parceiros informa que o cadastro é gratuito e feito pelo portal. O custo vem depois, em comissão, taxa de pagamento online e mensalidade, quando aplicável. Desconfie de quem cobra para "aprovar" a sua loja.

Posso vender doces e bolos no iFood?

Pode, desde que a loja esteja cadastrada no ramo alimentício e com as licenças exigidas na sua cidade. A lista oficial do MEI tem a ocupação de doceiro(a) independente, conferida em outubro de 2026. Bolos e doces costumam viajar melhor que pratos quentes, o que reduz reclamação.

Quanto tempo leva para a loja começar a vender?

O iFood informa que a análise do cadastro costuma levar alguns dias úteis e que a ativação técnica ocorre de 24 a 72 horas depois da assinatura do contrato. Os primeiros pedidos dependem de fotos, preço e avaliações.

Precisa de alvará para vender no iFood?

O iFood cita alvará de funcionamento e licença sanitária entre os requisitos do cadastro. O que cada cidade exige para cozinha de casa varia: confirme na prefeitura antes de abrir a loja.

Fontes consultadas

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Equipe Talentos Digital

Guias escritos e revisados com checagem de regras e taxas nas fontes oficiais. Como escrevemos.