Revenda de flores: onde comprar para revender
Revenda de flores começa no fornecedor certo. Veja onde comprar flores para revender: mercados de flores, CEASAs, atacadistas e produtores.
Resumo rápido
- Para revender flores, o mais comum é comprar em mercados de flores, CEASAs e atacadistas, e não em floricultura de bairro.
- Grandes centros como a Cooperativa Veiling Holambra vendem só para empresas do ramo com CNPJ.
- Alguns mercados, como o da CEASA Campinas, têm horário de venda ao público em geral.
- Compre o mais perto possível da data de entrega e só a quantidade que você já tem encomendada, com pequena folga.
- Na hora da compra, confira frescor, hastes, botões e folhas antes de pagar.
Neste artigo
Na revenda de flores, onde comprar faz mais diferença no lucro do que quase qualquer outra decisão. O caminho mais comum é comprar em mercados de flores, CEASAs e atacadistas, que concentram produtores e vendem por preço de atacado, e deixar a floricultura de bairro de lado.
Neste guia você vê os tipos de fornecedor, quem pode comprar em cada um e o que conferir na hora de levar a flor para casa. Se você ainda está decidindo se essa renda extra combina com você, vale ler antes o panorama completo de como ganhar dinheiro vendendo flores.
Quais são os tipos de fornecedor de flores?
Há quatro tipos principais de fornecedor para quem quer revender: centrais de distribuição, mercados de flores e CEASAs, atacadistas e produtores. Cada um tem regras, preços e volumes diferentes.
| Fornecedor | Quem pode comprar | Vantagem | Cuidado |
|---|---|---|---|
| Central de distribuição (ex.: Veiling Holambra) | Só empresas do ramo, com CNPJ | Grande variedade e padrão de qualidade | Não atende pessoa física |
| Mercado de flores e CEASA | Varia: há horário para empresas e, em alguns, para o público | Muitos boxes num lugar só, dá para comparar | Horários mudam em datas especiais |
| Atacadista local | Geralmente qualquer comprador | Perto de você, às vezes entrega | Preço maior que o da central |
| Produtor rural | Depende do produtor | Flor mais fresca, preço negociável | Volume mínimo e pouca variedade |
Central de distribuição
A Cooperativa Veiling Holambra, em Santo Antônio de Posse (SP), é um dos grandes centros de comercialização de flores do país. Pela página de clientes da própria cooperativa, a primeira exigência para comprar é ter CNPJ no ramo de flores e plantas. Ela atende floriculturas, atacadistas, supermercados, paisagistas e decoradores.
Para quem está começando, isso significa que a flor da central chega até você por meio de um atacadista ou de um box de CEASA. Não adianta ir até lá sem cadastro.
Mercados de flores e CEASAs
Os mercados de flores ligados às centrais de abastecimento são o ponto de partida mais prático. Em São Paulo, a CEAGESP mantém a Feira de Flores no Entreposto Terminal da capital e informa que ela também acontece em unidades do interior, como Bauru, Ribeirão Preto, Sorocaba e São José dos Campos.
A CEASA Campinas divide o Mercado de Flores em horário de atacado, para empresas e profissionais, e horário de varejo, aberto ao público em geral. Os dois mercados avisam que os horários mudam em datas especiais, então confira no site oficial antes de sair de casa.
Fora de São Paulo, procure a CEASA do seu estado ou da sua região metropolitana e pergunte se existe um setor de flores e plantas.
Atacadistas locais
Muitas cidades têm atacadistas de flores que compram nas centrais e revendem para floriculturas pequenas, decoradores e revendedores. O preço é maior que o do mercado central, mas você economiza tempo e deslocamento.
Pergunte a uma floricultura pequena da sua cidade de quem ela compra. Nem todas contam, mas algumas indicam o fornecedor, principalmente se você não vai concorrer no mesmo bairro.
Produtores
Em regiões produtoras, dá para comprar direto de quem planta. A flor costuma ser mais fresca, mas a variedade é menor e o produtor pode exigir um volume mínimo. Funciona bem para quem trabalha com uma flor só, como crisântemos em Finados.
Quanto comprar em cada ida ao mercado?
Compre perto da quantidade que você já tem encomendada, com uma folga pequena para a venda avulsa. Flor que sobra perde valor a cada dia, e o prejuízo da sobra come o lucro dos buquês vendidos.
A folga depende da flor e da sua experiência. No começo, anote quanto quebrou e quanto sobrou em cada compra. Depois de duas ou três datas você já sabe a folga certa.
O cálculo de perda também entra no preço. O método para precificar buquês e arranjos mostra como distribuir esse custo em cada buquê.
O que conferir na hora de comprar flores?
Confira o frescor antes de pagar. Uma flor que parece bonita no box pode durar pouco em casa se foi colhida há muitos dias ou ficou mal armazenada.
- Hastes firmes, sem partes moles ou escurecidas na ponta.
- Folhas verdes, sem manchas amarelas ou pretas.
- Botões no ponto certo: nem totalmente abertos, nem fechados demais. Rosas muito fechadas podem não abrir.
- Pétalas sem marcas, bordas secas ou sinais de fungo.
- Água limpa nos baldes do fornecedor, sem cheiro forte.
Pergunte ao vendedor qual lote chegou naquele dia. Quem compra com frequência no mesmo box costuma receber a flor mais nova.
Como levar as flores para casa sem estragar?
Leve baldes com um pouco de água ou caixas firmes, e evite deixar as flores no porta-malas quente ou no sol. O transporte é um dos momentos em que mais se perde flor.
Chegando em casa, faça o tratamento logo: corte as hastes, tire as folhas de baixo e coloque em água limpa num lugar fresco. Os cuidados em detalhe estão no guia de como conservar flores por mais tempo.
Quando é melhor comprar: toda semana ou só nas datas?
Para quem começa sem loja, comprar nas vésperas das datas comemorativas e para encomendas pontuais é o mais seguro. Comprar toda semana só faz sentido quando você já tem venda recorrente, como assinatura de flores ou fornecimento para pequenos comércios.
Monte o seu calendário de compras junto com o calendário de vendas. O artigo sobre datas comemorativas para vender flores ajuda a planejar quando reforçar a compra.
Quais erros mais comuns na compra de flores?
O erro mais caro é comprar por impulso, porque o preço do atacado parece baixo. Barato por haste não significa lucro se metade sobrar.
Outros erros comuns:
- Comprar vários tipos de flor no começo, em vez de poucos modelos de buquê.
- Não conferir o frescor e descobrir o problema no dia da entrega.
- Esquecer folhagem, papel e fita, e ter de comprar no varejo depois.
- Não guardar notas e recibos, o que impede saber o custo real de cada buquê.
Se você quer comparar com outros produtos de revenda, o guia de onde comprar para revender mostra como avaliar fornecedores em geral. Para ver o caminho completo, da compra à entrega, volte ao guia de renda extra vendendo flores.
Perguntas frequentes
Pessoa física pode comprar em mercado de flores?
Em muitos casos, sim. A CEASA Campinas, por exemplo, tem horário de varejo aberto ao público no Mercado de Flores. O horário de atacado costuma ser reservado a empresas e profissionais, então confira as regras do mercado da sua região antes de ir.
Vale a pena abrir um CNPJ para comprar flores?
Pode valer quando o volume cresce e você passa a precisar de fornecedores que só atendem empresa. No começo, o horário de varejo dos mercados e os atacadistas locais costumam bastar. Antes de formalizar, confira no Portal do Empreendedor se a atividade se encaixa no MEI.
Posso comprar flores direto do produtor?
Dá, em regiões produtoras ou em feiras onde o produtor vende direto. O preço pode ser melhor, mas o volume mínimo e a variedade podem não servir para quem está começando. Combine quantidade, dia de retirada e forma de pagamento com antecedência.
Comprar flores pela internet é seguro para revender?
Existem atacadistas que vendem online e entregam, mas o frete e o tempo de transporte pesam em um produto perecível. Faça um pedido pequeno de teste, avalie como as flores chegam e só depois aumente a compra.
Fontes consultadas
Guias escritos e revisados com checagem de regras e taxas nas fontes oficiais. Como escrevemos.